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Um pouco sobre o Blues

O Blues nasceu num berço de ignorância, no sentido de não conhecimento (das regras e formalidades musicais). Seu “tempero” vem do sofrimento, vem do instinto, vem da expressividade.
Quando você acha que a melhor forma de tocar Blues é enche-lo de escalas velozes, arpejos, exercícios e peripécias, sinto muito, está usando ingredientes inadequados. Use isto pra tocar música do Vinnie Moore ou do Malmsteen.
Mas no Blues, é como se quisesse fazer um bolo de chocolate usando azeitona e couve-flor. O bolo sai, mas fica gostoso?
O que combina com o Blues é um bom Vibrato, é um Bend chorado, é “cantar” seu fraseado, mas com a guitarra. É conseguir contar uma estória. É inclusive aproveitar silêncios! (Puxa, como menosprezam o valor de uma pausa…)
Uma dica de ouro? Lá vai…
Procure Blues antigões, daqueles primordiais, tire de ouvido a linha melódica do que é cantado e passe-a pra guitarra, tentando ser o mais fiel possível.
Naquele tempo não tinha muito solo, estou falando de adaptar a cantoria mesmo. Faça um teste, pegue uma da Billie Holiday.

Quer uma ajuda? Minha profissão é esta: orientar. Com um professor você tem uma assistência que nenhuma revista ou internet daria.

Quando se ouve boa música, fica-se com saudade de algo que nunca se teve e que nunca se terá. – Samuel Howe

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