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Poema de nota Dó dói

Vou falar de uma notinha

 Que vagava ao léu, tão só

 Um olhar de coitadinha

Na garganta tinha um nó

Pra deixa-la mais mordida

Desabou baita toró

Eita que vida sofrida

Ensopada e abatida

Dava dó da nota Dó

 

 Foi então que apareceu

 Reluzente a nota Ré

Um sorriso ofereceu

Pra mudar sua maré

-A vida é um sobe e desce 

Minha amiga, tenha fé!

Nem tudo é o que parece

Sai dessa! Merda acontece!

Dó só respondeu -Pois é…

 

-Menina, num seja mole!

Que tal da gente sair?

Quem sabe isso melhore

Essa cara de zumbi!

Minha colega tá chegando

Nós marcamos bem aqui

E lá vem ela cantando

Em meio à chuva dançando

Te apresento a nota Mi

 

- Queridas, que lindo dia

Nem chuva pode estragar

Pra nos fazer companhia

Convidei também a Fá.

- Que bom Mizinha querida

Antes disso venha cá

A Dó tá tão deprimida

Vê só que desenxabida

Assim num dá pra ficar

 

- Menina, ajeite seu timbre

Você é um Rouxinol 

O tempo não fecha sempre

Já já vai chegar o Sol

Tem dia mais sustenido

Tem dia que é mais bemol

E apesar do ocorrido

Você tem sobrevivido

Não apague o seu farol.

 

-É mesmo! A luz tá surgindo

Outra chance a vida dá

A tristeza tá sumindo

Melhor sensação não há.

Baita vontade me veio 

De um abraço. Cheguem cá!

Faz tempo que não passeio

Não saio e saracoteio

Vamos logo então pra lá.

 

Sofri sem necessidade

Tanto tempo me abati

Busquei a felicidade

E ela tava bem aqui

Sofrer tava me matando

Finalmente eu percebi.

O céu já tá clareando

E lá se foram cantando

Dó Ré Mi Fá Sol Lá Si

 

 

Paulo Sherlock

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